Ela usava baunilha como quem carrega o verão na pele.
Não era só perfume era memória.
Quando passava, o ar ficava mais lento, como se o tempo quisesse sentir mais.
Como a lua que nunca se E quem a encontrava, não lembrava o nome.
Mas lembrava o cheiro.
Doce, quente, eterno.
Véu de Essências
O perfume não dizia seu nome, mas contava sua história.
Era feito de notas que só se revelavam ao toque da pele. Um véu invisível, íntimo, eterno.